Uma doença invisível

Uma dor sem causa aparente, um sofrimento que muitas vezes fica escondido por anos atrás de um aparente sorriso de felicidade. A depressão é a doença invisível que faz da vida de quem sofre dela um tormento diário e infindável ao ponto de muitos tirarem a própria vida. Das 850 mil causas de suicídio no mundo, 85% são provenientes da depressão e mesmo assim, a maioria das pessoas que convivem com ela não se matam, o que significa que o número de pessoas acometidas da doença é bem maior.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que 350 milhões de pessoas pelo mundo sofrem de depressão, 18% a mais do que há dez anos. O número representa quase 5% da população do planeta. No caso do Brasil, a OMS estima que 7,5% da população nacional seja afetada pela doença.

Se os números antes da pandemia já eram alarmantes, como será com ela?! 

Surtos de doenças infecciosas podem ter efeitos psicológicos a curto e longo prazo em pacientes e profissionais de saúde. 

Entre 2002 e 2003, outro coronavírus, causador da Sars (síndrome respiratória aguda grave), levou à morte 800 pessoas no mundo, e o pânico causado por ele deixou 42% dos sobreviventes com algum tipo de transtorno mental, como mostrou uma pesquisa publicada na revista East Asian Arch Psychiatry, em 2014. 

Segundo matéria publicada na Uol, coluna Equilíbrio, mais da metade das pessoas teve transtorno de estresse pós-traumático.

Pesquisa feita com a população canadense mostrou que os efeitos psicológicos da Sars apareceram até quatro anos após o surto da doença.

A luz vermelha das autoridades em saúde mental do mundo inteiro está acessa com a pandemia, não apenas pela existência dela em si, mas em virtude das consequências psicológicas da sua existência.

O medo de contrair a doença, a incerteza com o futuro, o afastamento do convívio social com amigos e familiares, a ansiedade e o estresse, tudo isso junto são fatores que podem desencadear o processo depressivo em milhões de pessoas ao mesmo tempo ao redor do planeta.

Por isso é muito importante focar na saúde mental neste momento. 

Procure filtrar as informações que recebe e limite o tempo do seu dia dedicado a este assunto. Informações confiáveis nós ajudam a nos sentirmos mais seguros.

Outra coisa importante, se não dá para ter contato físico é possível dedicar um tempo para falar com amigos e a família pelo telefone, chamada de vídeo ou não, e rir, trocar ideias e aliviar o peso destes dias.

Coisas assim, não mudam a realidade da existência do Covid 19, mas ajudam bastante a passar por esse tempo de forma menos estressante. 

Tenha sonhos e projetos 

Pensar num amanhã possível e sonhar com ele, nos ajuda a nos manter saudáveis emocionalmente. Por isso é importante que você tente planejar algo que fará num futuro próximo. Não estipule data para que, caso ela não se concretize em virtude do vírus, você não se fruste ainda mais. Mas sonhe e planeje a realização do mesmo. 

Por quê a depressão é tão forte mesmo sem covid?

Vivemos um mundo cada vez mais exigente, onde precisamos vencer e estar dentro dos padrões estabelecidos. A dificuldade em atender as expectativas e o grau de exigência a que somos submetidos são as principais causas do problema. Crescemos aprendendo a sonhar alto, a nos tornarmos vencedores, pessoas de sucesso e amadas. E quanto isso não segue o padrão imposto surge a frustração que aliada a predisposições, traço de personalidade ou talvez uma herança genética… bum, estoura!

Ter sucesso

Mas o que é ter sucesso?  Nem sempre ter uma conta bancária recheada, um emprego dos sonhos, um corpo perfeito é sinônimo de sucesso. Por trás de uma aparente vida de facilidades, pode existir outras frustrações que fazem tão mal quanto estar desempregado, sem um tostão no banco ou acima do peso. Precisamos entender que sucesso fala muito mais de se estar satisfeito com a vida que se leva do que com qualquer outra coisa. Darwin, pai da evolução já disse, quem sobrevive não é o mais forte, mas o mais adaptável. Aquela pessoa que consegue passar pelos problemas sabendo que tudo na vida é passageiro e não há mal que sempre dure e nem felicidade que seja eterna.

Nunca essa verdade foi tão real quanto nestes tempos de pandemia, onde o dinheiro, o status ou o poder não fazem tanta diferença na sobrevivência do indivíduo.

Sem preconceitos

Mas uma coisa é preciso ficar bem clara, depressão é uma doença e como qualquer doença deve ser tratada por um profissional habilitado. Infelizmente, a depressão como outras doenças que tenha algum viés psicológico acabam sendo deixadas de lado pelos pacientes e pelas pessoas que convivem com eles. O preconceito faz com que não se procure um médico. Apenas 10% das pessoas acometidas de depressão procuram ajuda e mesmo assim, a maioria espera pelo menos seis meses para isso. Te pergunto, se você quebrasse a perna esperaria seis meses para ir ao médico? Ou se tivesse tendo algum tipo de dor no peito? Com tantas informações, não podemos continuar sendo agindo como seres do tempo das cavernas, né?!

O Covid e a atividade física

O professor doutor, Rodrigo Silveira, da Ufac está realizando um pesquisa pra lá de interessante. Ele quer saber a importância da atividade física no pré e pós pandemia. Pra participar basta responder a um questionário rápido. O link é este:  https://forms.gle/aMbJUMbriH1fHsim9

Participe! Eu já respondi o meu. Responda também e ajude a ciência. 

Veja o que rolou no final de semana

Na Sexta teve live com a nutricionista e chef Alline Feltrin, uma parceria com o Armazém Vida Leve. Uma receita de panqueca funcional foi a tônica.

A live vai acontecer todas as sexta e na desta semana vai rolar uma receita doce. Quem participa ainda concorre a brindes. A live acontece nos perfis @armazem.vidaleve e @nutriallinefeltrim

Publicado por elatem50

Jornalista, advogada, adepta da vida saudável, da prática esportiva. Assina 🗞 Coluna de bem-estar no @jornalopiniao #⃣ #ElaTem50

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