Seja seu maior influenciador

Há exatos 82 dias iniciava o isolamento social na minha casa. Eu deixava de ir ao trabalho para desempenhar minhas funções em home office, as crianças passaram a ter aulas on-line, meu esposo fechou o estabelecimento comercial dele e a nossa diarista deixou de vir.

A princípio tudo era novidade. Nos fortalecemos enquanto família. Criamos rotinas diárias para todos. E vida foi fluindo. Mesmo com tudo ao redor sendo medo e morte, aqui no meu cantinho tudo seguida em paz e segurança.

Os dias foram passando lentamente e eu aproveitei para colocar algumas coisas na casa e na vida em ordem, separei roupas para doar, criei o site da coluna, fiz três cursos de assuntos que me interessavam, comecei a praticar yoga, testei muitas receitas saudáveis e continuei focada na atividade física diária. Até criei um negócio de geleias artesanais, a De Casa (@de_casa_produtos_artesanais).

Tudo bem, por dentro e por fora. Pelo menos era o que eu imaginava. Mas o tempo foi passando e o peso de tudo que estamos vivendo, os mortos ganhando rostos conhecidos ao mesmo tempo que a vida continua a acontecer com seus desafios inerentes, foi ficando mais difícil de carregar. Veio a insônia, a ansiedade. E como elas vieram foram embora também. Passei a viver uma gangorra de emoções.

A última semana tem sido dura, cansativa, pesada, e o corpo cobra o preço por isso. Não sei se é uma gripe querendo chegar trazendo dor na garganta e a vontade de ficar na cama por horas a fio ou se é a mente, com suas doenças psicossomáticas, se manifestando. Tanto faz!

Ainda não sabemos quando e como tudo isso vai terminar, mas uma coisa eu sei, desistir não combina muito com minha natureza, e por isso eu me esforço para sempre estar pronta para lutar. E desta vez não será diferente.

Segundo José Saramago, um grande escritor português, “É preciso sair da ilha para ver a ilha.”. Tenho tentado seguir essa ideia. Sair um pouco de mim e de tudo que me consome para ver as coisas com mais amplitude e compreender de uma vez por todas que vai passar, por mais que demore. E quando passar será tempo de reconstruir muita coisa.

Ser resilientes nos manterá de pé, mas é a antifragilidade que nos fará ir além. E é por isso que, em dias de live infinitas e de influencer digitais, eu escolho ser minha maior influenciadora. E você, o que quer ser?

Boa semana!

Em algumas cidades, as autoridades começam a adotar medidas de relaxamento ao isolamento social. Aqui mesmo no Acre, o governo fala em não prorrogação do Decreto e que a partir de 15 de junho tudo voltará a normalidade.

O novo normal

Mas qual será este novo normal?! Isso ninguém sabe. Se antes o isolamento era importante, nada de novo aconteceu, muito pelo contrário, que o torne desnecessário neste momento.

Ansiedade pós-covid

Uma coisa é certa, o mundo jamais será o mesmo. E as pessoas muito menos. Há quem fale no desenvolvimento de ansiedade pós-covid por muitos de nós.

Depois de meses lavando compras, tomando banho a cada vez que se coloca o pé fora de casa, haverá que crie verdadeira aversão a estar fora da segurança de seu lar. E se o aumento da violência fez com que a sociedade mudasse e que as pessoas evitassem lugares aglomerados, na era pós pandemia isso será ainda mais forte.

Nunca é demais saber

Não sou nutricionista, mas a decisão de aprender e praticar reeducação alimentar, me fez procurar entender um pouco como funcionam os alimentos no organismo humano. Era isso ou ter um cardápio reduzido e extremamente monótono e chato.

Pois bem, ao longo do tempo, com este aprendizado vieram também as perguntas de amigos sobre determinados assuntos ligados a alimentação. Tipo, por que faz mal comer farinha branca? Demerara ou adoçante? Tapioca ou pão? E assim por diante.  

Fui procurando responder as dúvidas dentro do conhecimento que eu tinha, mas sempre alertando que nada melhor que procurar um profissional habilitado para cuidar das questões relativas a alimentação, independente da causa. Se necessidade ou vontade de emagrecer. Se problemas mais graves como diabetes, hipertensão e coisas que podem ser amenizadas com uma alimentação saudável.

Enfim, foi a partir das perguntas ouvidas rotineiramente que percebi que as mesmas são dúvidas de muitos e resolvi compartilhar aqui algumas informações sobre alimentação.

Açúcar, mel ou adoçante?

O açúcar é produzido a partir do melaço de cana. E são quatro tipos, que variam de acordo com o refinamento. Se processarmos o melaço, surge o açúcar mascavo, seguido pelo açúcar demerara, o cristal e, por último, o refinado. Assim, quanto mais processado, menos saudável. O mais saudável deles é o mascavo, pois possui ferro e normalmente não utiliza nenhum composto químico na sua obtenção.

Há ainda outros tipos de açúcar, como o de coco. Muito bom para ser consumido por pessoas saudáveis, pois possui fibras e minerais. Entretanto, adoça menos que o açúcar, mas possui o mesmo índice calórico que o açúcar refinado e o índice glicêmico menor que dos produtos originários da cana.

O mel também é uma boa opção, contendo ação anti-inflamatória. Entretanto, diabéticos e pessoas obesas não devem consumir nenhuma das opções acima. Para estes o ideal é utilizar adoçantes. Uma excelente opção é o stévia, pois não possui calorias e não altera a glicemia.

Adoçantes como o stévia, xilitol, agave e frutose são adoçantes derivados naturais – o stévia de uma planta de mesmo nome, xilitol de fibras vegetais de milho, ameixa ou cogumelo, agave, de um cacto, e frutose, de frutas, em geral.

A sucralose, embora seja derivada da cana-de-açúcar, é considerada artificial, pois passa por um processo químico. Embora a frutose e o agave sejam adoçantes naturais, devem ser usados com moderação por diabéticos, podendo aumentar os níveis glicêmicos.

Propósito um bem coletivo

Abro um parêntese hoje nesta coluna de bem estar para falar de um assunto que a primeira vista nada tem a ver com o tema. Quero falar de uma mulher que fez a diferença na sociedade brasileira enquanto esteve viva e cujo legal continua ultrapassando gerações. Pagu, Patrícia Rehder Galvão, foi a primeira presa política do Brasil. Apesar de ser de família rica dedicou sua vida, boa parte dela por meio do jornalismo, a luta de classe. Sendo a autora do primeiro romance proletário da literatura brasileira, Parque Industrial.

Pagu foi presa mais de 20 vezes durante toda a sua vida por lutar contra o regime e a favor dos mais humildes, uma prova de que o propósito de uma vida deve sempre estar ligado ao bem coletivo e ao bem estar de muitos.

Publicado por elatem50

Jornalista, advogada, adepta da vida saudável, da prática esportiva. Assina 🗞 Coluna de bem-estar no @jornalopiniao #⃣ #ElaTem50

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