Novo normal?!


Semana passada um amigo perguntou em seu perfil no instagram o que achávamos no home office como novo normal. Confesso que gosto de home office e acredito que ele veio para ficar em algumas situações, mas odeio o termo novo normal.
Talvez pela sensação que ele me traga. Uma percepção de que a nossa vida como era antes foi descartada com facilidade. Sem dor e sem relutância de nossa parte.
É claro que tudo mudou, que a pandemia do corona vírus veio como divisor de época. As relações e o mundo como era antes não vão voltar tão cedo a existir e talvez nunca voltem.
O inimigo é invisível e provavelmente é o primeiro de uma série de outros que podem surgir se não mudarmos muito da nossa relação com o meio ambiente. Mas aceitar essa nova realidade pacificamente não se encaixa numa personalidade como a minha.
Prefiro chamar esse tempo, como período de transição, do velho ao novo modelo de vida. Assim, a dor da perda do que tínhamos antes é amenizada enquanto me conformo com uma realidade sem abraços, com máscaras e sem aglomerações.
A espontaneidade agora é comedida e dá lugar a cautela nos encontros e nos relacionamentos.
Este tempo mexeu com quase todos. Vínhamos num ritmo acelerado e fomos parados abruptamente. A frenagem levantou alertas interiores e serviu para repensarmos muitas das nossas atitudes e do que nos era importante.
Neste período de transição seguimos pensando e repensando a vida, pelo menos uma boa parte de nós.
Percebemos que nem tudo é eterno, que existe prazer nas coisas simples, que a saúde é um bem precioso demais para ser colocado em segundo plano. Estas são algumas dentre tantas outras descobertas.
Se sairemos mais maduros ou melhores deste tempo? Não há como saber. Talvez sim, talvez não.
Por enquanto, no meu caso, sigo ressignificando coisas, sentimentos, sensações. Vou caminhando, aprendendo um novo jeito de ver a vida. Pegando emprestado frases e poemas, embalando o caminhar com muita música e suportando com gratidão tudo que não consigo mudar.
Para vocês uma boa semana nas palavras de Cora Coralina…
“Eu sou aquela mulher a quem o tempo muito ensinou.
Ensinou a amar a vida.
Não desistir da luta.
Recomeçar na derrota.
Renunciar a palavras e pensamentos negativos.
Acreditar nos valores humanos.
Ser otimista…”

Somatização
Por muito tempo não se sabia da relação existente entre o estado emocional e psíquico com saúde física. Acreditava-se apenas que eles estavam ligados a saúde mental de uma pessoa. Entretanto, hoje se sabe que condições psicológicas, como a ansiedade e a depressão, por exemplo, podem gerar sintomas físicos. E quando isso acontece repetidas vezes chamamos de transtorno de somatização.
Ela pode ocorrer como resultado do nosso corpo tentando lutar contra o estresse emocional e psicológico, resultando no aparecimento de sintomas pincipalmente no sistema digestivo, nervoso e reprodutivo.

Sintomas


Nestes tempos incertos de pandemia é preciso estar atento as manifestações do nosso corpo e observar se os problemas físicos que vem se manifestando não possuem um fundo emocional contido nele.
Os sintomas mais comuns da somatização incluem:

  • Queda no sistema imunológico;
  • Dores no corpo, pescoço e nas costas;
  • Problemas articulares;
  • enxaquecas;
  • Formigamentos nos braços e pernas;
  • Zumbido no ouvido;
  • Dermatites;
  • Azia, refluxo, diaréia,
  • Problemas respiratórios.

Pandemia de sedentarismo
Uma matéria publicada na BBC no último dia 30 de agosto levantou um alerta. A COVID 19 pode levar a população mundial a um surto de obesidade.
A matéria alerta para a diminuição dos níveis de atividade física realizada pela população mundial nos meses de isolamento social e como esta pode resultar numa pandemia de sedentarismo e consequentemente nas doenças ligadas a inatividade.
Mesmo com o retorno das atividades ao ar livre os números continuam em queda. A maior delas entre jovens de 18 a 29 anos.
“Altos níveis de estresse podem afetar nosso sono e nos fazer sentir lentos e cansados, reduzir nossos níveis de energia e nos tornar menos propensos a fazer exercícios”, disse Punam Krishan, diretor da Sociedade Britânica de Medicina de Estilo de Vida.

Atividade X alimentação
Quando não nos exercitamos ficamos mais propensos a nos alimentar de forma errada, com maior consumo de doces e carboidratos, o que nos prende em um ciclo negativo que acaba afetando nossa saúde física e nosso bem-estar emocional e mental.

Alerta mundial
Vários países relataram que medidas de isolamento levaram ao ganho de peso em sua população em algum momento — no Brasil, por exemplo, uma pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais mostrou que quase quatro em cada dez pessoas engordaram durante a pandemia

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Publicado por elatem50

Jornalista, advogada, adepta da vida saudável, da prática esportiva. Assina 🗞 Coluna de bem-estar no @jornalopiniao #⃣ #ElaTem50

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