Outros carnavais

Dizem que nada melhor que o sofrimento para nos tornar mais fortes, melhores e maduros.
No último ano passamos por altos e baixos. A covid-19, e todas as barreiras que ela nos impõe, nos trouxe muito sofrimento. Mas será mesmo que isso nos tornou mais maduros e melhores? Tenho minhas dúvidas, e o Carnaval está aí para me mostrar que boa parte de nós não seguiu essa “lógica” (melhorou muito). De bailinhos clandestinos a aglomeração em massa, os exemplos são os mais variados.
Como que alheios à nossa fragilidade humana ou incrédulos da potencialidade mortal do vírus, muitos seguem fazendo exatamente o contrário do que manda o bom senso.
Infelizmente, a conta vai chegar nas próximas semanas. E vai ser paga também por quem tenta se cuidar e manter as regras impostas pelo coronavrus.
Enquanto muitos brincam de viver, o comércio não abre as portas e milhares de pessoas veem sua vida sendo destruída, os idosos ficam presos em casa, as crianças e jovens perdem aulas e muitos adultos desenvolveram problemas de saúde mental e estão aterrorizados.
Viver em sociedade vai além de ter liberdade para fazer tudo o que se deseja. É compreender que nossas escolhas e atitudes afetam também a outros.
É preciso lembrar que haverá outros carnavais, pelo menos para aqueles que passarem ilesos a falta de responsabilidade de muitos.
Ah! E se o sofrimento amadurece? Talvez, para alguns.
Como disse Coco Chanel: “Eu já não sou o que era: devo ser o que me tornei.”
Boa semana!

Preocupante
Se não bastasse o terror de estar acometido pela Covid-19, os sobreviventes do vírus ainda terão que conviver com suas sequelas e olha que ainda é muito cedo para sabermos quais são todas elas. Entretanto, um estudo publicado na última semana pelo InCor, da Faculdade de Medicina da USP, dá um retrato assustador do que é capaz de acontecer com o cérebro de quem foi contaminado pelo Sars-CoV 2.

Vixe, esqueci!
Segundo o estudo, independentemente da idade ou do grau de desenvolvimento que a pessoa teve da doença, os contaminados correm sério risco de sofrer disfunção cognitiva após a recuperação. Depois que a Covid-19 passa, 83,3% dos pacientes desenvolvem alguma dificuldade cognitiva para executar suas tarefas de sempre.

Não para por aí
Cerca de 62,7% das pessoas que um dia foram contaminadas pelo novo coronavírus se esquecem do que acabaram de fazer porque ficam com a memória de curto prazo comprometida, enquanto 26,8% delas já não se recordam tão bem do passado remoto. A capacidade de alternar a atenção e cuidar de mais de uma coisa ao mesmo tempo diminui à beça para 43,2% dos que foram infectados. Já a capacidade de focar totalmente em algo importante, a tal da atenção seletiva, deixa de ser a mesma para 28,1% desses indivíduos. A percepção visual é afetada em 92,4% dos casos.

Automedicação
A automedicação é um problema comum no Brasil e não é de hoje. Um estudo do Conselho Federal de Farmácia realizado em maio de 2019, apontou que quase metade dos brasileiros se automedica pelo menos uma vez por mês e 25% o faz todo dia ou pelo menos uma vez por semana. A automedicação é um hábito comum a 77% dos brasileiros, tendo as mulheres como as campeãs, com 53% do uso de automedicação pelo menos uma vez ao mês.

Agravado na pandemia
Se a automedicação era um problema antes da pandemia, agora a situação se torna ainda pior. Semana passada, a imprensa noticiou o caso de uma jovem que desenvolveu hepatite medicamentosa pelo uso excessivo de ivermectina (vermífugo propagado como preventivo da Covid-19) e terá que fazer um transplante de fígado para poder tentar voltar a ter uma vida normal.

Não funciona
Se por coincidência ou não, o fato é que na terça-feira, 09, a farmacêutica norte-americana MSD (Merck Sharp and Dohme), que produz a ivermectina (mas não vende o produto no Brasil), afirmou em um comunicado que não há base científica que indique efeitos terapêuticos contra a Covid-19 nos estudo pré-clínicos já publicados, e nem que exista evidência significativa de eficácia ou atividade clínica do medicamento em pacientes infectados pelo coronavírus.

Mel, eu quero mel
Rico em antioxidantes, o mel ganhou destaque na pandemia depois que famosos, como Ivete Sangalo, resolveram aderir à produção e uso do mesmo. É rico em açúcares (glicose e frutose) e carboidratos, é uma boa fonte de energia, mas causa terror em quem foca apenas no emagrecimento. Em uma colher (de sopa) rasa, o mel contém cerca de 15 g, há 206 kcal e 12,1 g de carboidratos, de acordo com a TBCA (Tabela Brasileira de Composição de Alimentos).

Reduz a pressão alta
Apesar do seu potencial calórico, o mel auxilia aqueles que possuem pressão alta. Isso porque o mesmo possui além dos antioxidantes, o potássio. Uma colher (de sopa) rasa de mel contém 18 mg de potássio. Esse mineral mantém o equilíbrio da quantidade de água nas células e compensa os efeitos do excesso de sódio na dieta —o potássio contribui com a eliminação do sódio no organismo por meio da urina.

Reduz também o colesterol
O mel reduz o colesterol considerado “ruim” (LDL) enquanto aumenta o colesterol “bom” (HDL). Um estudo realizado com 55 pessoas comparou o mel ao açúcar e descobriu que o primeiro reduziu em 5,8% o LDL e aumentou 3,3% o colesterol HDL. Além disso, quem consome mais o alimento apresenta níveis mais baixos de triglicerídeos, especialmente quando ele é usado para substituir o açúcar refinado. Por isso, também é benéfico para o coração. 

Publicado por elatem50

Jornalista, advogada, adepta da vida saudável, da prática esportiva. Assina 🗞 Coluna de bem-estar no @jornalopiniao #⃣ #ElaTem50

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