Sexy por acidente


O final de semana foi chuvoso no Acre. Em pleno mês de março isso não é novidade. O verão amazônico é caracterizado por chuvas intensas e intermitentes. Somado a elas, o isolamento social nos obriga a ficar em casa e procurar coisas para nos entreter.
No último domingo, enquanto zapeava pelos canais da Televisão, vi que começava uma comédia. Decidi parar para assistir por conta do título que me chamou a atenção, “Sexy por acidente”.
O filme era sobre uma garota gorda que queria ser magra e ao cair e bater a cabeça passou a se perceber como tal.
Detalhe, aos olhos dos outros ela continuava igual, apenas com atitudes diferentes. Ela se tornara capaz de se achar merecedora de conquistar as coisas que desejava.
Infelizmente, na vida real não é um tombo que nos faz acreditar em nós mesmas. Muito pelo contrário! São eles, “os tombos”, que nos fazem desacreditar da nossa capacidade de alcançar aquilo que queremos.
Ao longo da nossa vida vamos aprendendo a nos olhar a partir do que a sociedade nos impõe como aceitável. Vamos seguindo os padrões e quando não nos encaixamos neles achamos que há algo errado em nós.
Deixamos de ser quem somos para ser o que o outro espera que sejamos. E assim vamos nos descontruindo, nos diminuindo, nos aprisionando.
Dizem os estudiosos que a mulher, após os 60 anos, passa a não mais se importar com o que pensam os outros. Se torna livre e, portanto, mais feliz.
Não sei se foi a Covid ou a nova idade, no dia 25/02 fiz 49 anos, mas ando decidida a não esperar os 60 para mudar de postura. Amo ser quem eu sou, cheia de defeitos e com muitas qualidades.
É como diz o poema de Fernando Teixeira de Andrade: “Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.
E você, já pensou sobre isso?!
Boa semana!

Carreira X saúde mental
Dados de pesquisa realizada pela consultoria de estratégia Oliver Wyman, com cerca de 4 mil brasileiros, sobre os efeitos da Pandemia na carreira apontou que 32% dos entrevistados passaram a sentir que sua vida profissional piorou e muito durante a pandemia.

Efeitos
Essa insatisfação com a carreira foi um dos motivos para se buscar ajuda para cuidar da saúde mental. No levantamento da Oliver Wyman, os brasileiros foram questionados sobre os motivos que os levaram a recorrer a esse apoio: estresse financeiro foi o mais indicado (23%), seguido por estresse no trabalho (13%).

Mais ansiosos
A demora em voltar a normalidade tem piorado e ampliado os casos de ansiedade e síndromes desenvolvidas ou agravadas na Pandemia.
Na análise do psicanalista Gustavo Alarcão, integrante do Núcleo de Psicanálise do Serviço de Psicoterapia do Instituto de Psiquiatria da USP (IPq-HC), vivemos uma dose enorme de frustração, que requer paciência e muita tolerância.

Respeite-se
Primeiro, se você chegou ao limite, deve assumir, encarar e se respeitar. Temos dificuldade em aceitar nossas fragilidades, carências e necessidades. Gostamos mais de nos desafiar, de bater metas e recordes. Muitas vezes o esgotamento vem de uma negação da própria realidade.

Dicas preciosas
Gesika Amorim dá algumas dicas práticas para manter o equilíbrio, como assistir algo que te dê prazer, ter bons momentos com amigos e família, e usar a internet para consumir cultura.

Desacelere
“Manter uma boa alimentação, atividade física, meditação, oração, reiki, qualquer atividade relaxante ou hobby que te faça desacelerar. É necessário se auto regular e, principalmente, nunca ter vergonha de pedir ajuda. Ao menor sinal de necessidade, procure um médico e psicoterapia. Busque um psicólogo, um grupo de apoio e o mais importante: precocemente”.

Publicado por elatem50

Jornalista, advogada, adepta da vida saudável, da prática esportiva. Assina 🗞 Coluna de bem-estar no @jornalopiniao #⃣ #ElaTem50

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